Dayse Campos Sousa compartilha experiências na II Jornada de Terapia de Psicomotora do Campo Adulto

"Psicomotricidade e desnutrição infantil: um olhar para as mães em Iprede", foi o trabalho apresentado pela Prof. Dayse Campos Sousa na II Jornada de Terapia Psicomotora do Campo Adulto, evento realizado online nos dias 10 e 11 de setembro


Na ocasião, ela falou sobre a psicomotricidade com as mães das crianças desnutridas do Instituto da Primeira Infância (Iprede), uma organização não-governamental dedicada à promoção da nutrição e do desenvolvimento da primeira infância, partindo das ações voltadas para o fortalecimento das mulheres-mães e da inclusão social das famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social.





“Em 2006, Dr. Sulivan, médico neopediatra e professor da Universidade Federal do Ceará, assumiu a presidência do Iprede e me convidou para ajudá-lo a elaborar alguns projetos diferentes para melhorar a instituição. Aí elaboramos projetos para as crianças desnutridas e crianças obesas”, lembra. “Nesse período que a gente começou a trabalhar com as crianças, eu comecei a observar as mães e senti que elas estavam enfraquecidas, apáticas, sem desejos e com pouca expectativa de vida e tudo”.




“Formei um primeiro grupo de mães. Comecei o trabalho de psicomotricidade com vinte sessões. Eram encontros semanais, uma vez que as mães passavam o dia todo na instituição pelo menos uma vez por semana. Então, nesse período, a gente tinha duas horas de de trabalho com a psicomotricidade. Foi muito bom porque essas mães melhoraram bastante, tiveram mais qualidade de vida, melhoram a autoestima e começaram a se preocupar com o autocuidado e o autoconhecimento e a fortalecer o vínculo com as crianças”, comemora.


“A partir daí, o Iprede também começou a oferecer curso de profissionalização e essas mães começaram a participar desses cursos. Esse trabalho no Iprede continua hoje, mas de uma maneira diferente, por conta da pandemia”, conclui.